Tarde do quarto dia do ENF é marcada por clamor, arte e profunda reflexão sobre a cruz
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Tarde do quarto dia do ENF é marcada por clamor, arte e profunda reflexão sobre a cruz

24 de janeiro de 2026
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"A tarde do quarto dia do ENF foi vivida intensamente no Centro de Evangelização Dom João Hipólito de Moraes, na Canção Nova (SP), com momentos de oração, evange..."

A tarde do quarto dia do ENF foi vivida intensamente no Centro de Evangelização Dom João Hipólito de Moraes, na Canção Nova (SP), com momentos de oração, evangelização, arte e formação.

As atividades tiveram início com um momento de oração e animação conduzido pelo Ministério Jovem. Sob a condução de Matheus, coordenador do Ministério Jovem, e Daniel Mendonça, os jovens animaram o público e, em seguida, conduziram um tempo de oração.

Na sequência, o Ministério de Música e Artes apresentou a peça teatral “A salvação pela Cruz”, uma peça que convida à reflexão sobre o verdadeiro seguimento de Jesus. Ao comparar os fariseus do passado com os cristãos do presente, o texto revela o desejo humano por um Cristo sem cruz, voltado apenas para milagres e soluções imediatas. Através do mistério do sofrimento, da fidelidade e da presença de Maria aos pés da cruz, a peça mostra que é pelo caminho do calvário que se chega à ressurreição e à verdadeira salvação.

Encerrando o período da tarde, a terceira pregação do dia foi conduzida pelo padre Eduardo José, que abordou o tema “O sofrimento redentor: a minha cruz é o símbolo da minha vitória, do meu triunfo e da minha salvação”, à luz das passagens de Habacuque 2,1-2 e Apocalipse 12,10-11.

Em sua pregação, o sacerdote destacou o chamado de Deus à fidelidade e à perseverança. “O Senhor está nos chamando à fidelidade. Eu preciso estar no meu posto, no meu Grupo de Oração é lá que precisamos esperar a promessa do Senhor”, afirmou. Ele também exortou os participantes a não desanimarem diante das dificuldades: “Não desanimemos, porque o espírito que recebemos não é um espírito de timidez, mas de coragem e ousadia”.

Padre Eduardo refletiu ainda sobre o silêncio de Deus nos momentos de prova, afirmando que ele é um tempo de formação e amadurecimento espiritual. “Quando Deus nos silencia e a resposta não vem, Ele está formando em nós, Ele está desenhando em nós as marcas do Crucificado”, disse, acrescentando: “Se Deus está em silêncio, é porque Ele está nos amando, para extrair de nós o melhor para a casa do Senhor”.

Ao se referir à identidade da Renovação Carismática Católica, o pregador utilizou uma imagem simbólica: “A Renovação Carismática não é um vaso de alabastro; é uma azeitona da qual Deus vai extrair o melhor azeite”. Para ele, a fidelidade ao Senhor não pode depender das circunstâncias externas, mas de uma decisão firme e de uma graça sobrenatural. “O segredo da felicidade está em fazer unicamente a vontade do Pai”, concluiu.

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